<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720</id><updated>2011-04-21T12:54:04.100-07:00</updated><title type='text'>Contos de mistério e paranormal</title><subtitle type='html'>Histórias vividas por dois detectives com poderes extrasensoriais.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-109612501464482912</id><published>2004-09-25T08:03:00.000-07:00</published><updated>2004-09-25T08:10:14.643-07:00</updated><title type='text'>Os filhos de Kurt - página 16</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ainda nessa noite, na vivenda, os dois irmãos decidem investigar o caso. “Temos várias testemunhas para determinar um padrão. Há, pelo menos, quatro miúdos vestidos de preto, que andam sozinhos por Oeiras. Este facto levanta várias questões: Serão os miúdos mesmo crianças abandonadas? Não serão putos que se divertem a sair sozinhos à rua, com roupas escuras, por alguma razão especial? Se são crianças foragidas, onde e como vivem elas? Como fazem para sobreviver?”, problematiza João, enquanto Ricardo regista num caderno os relatos e observações dadas pelas pessoas que viram os peculiares rapazinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A primeira coisa a fazer é afixarmos, nos prédios em volta da praceta, uns panfletos a perguntar se alguém viu esse género miúdos nas proximidades. Deixamos o nosso contacto nos panfletos, naturalmente. Depois, temos de gastar algum dinheiro para pôr anúncios em jornais regionais e nacionais, de conteúdo semelhante ao dos panfletos. Mas temos de conceber, com muito cuidado, o que vamos escrever nos panfletos e nos anúncios. Temos de redigi-los da forma mais séria e profissional possível. Senão, ninguém vai ligar ao que dizemos!”, considera Ricardo, edificando um plano de acção com o qual João concorda. “Ainda bem que ficaste entusiasmado com esta cena. Estávamos a ficar bué depressivos! O que é que achas de termos atendido o gajo, o Celso, lá no escritório? Não se criou um ambiente fixe, porreiro, ao estilo do Sherlock Holmes?”, questiona o irmão mais novo, contente por ver Ricardo tão aplicado na investigação do mistério. Este só espera que os dois consigam resolver aquele caso e que tal resolução provoque algum impacto na opinião pública, para que a agência SIGILON seja reconhecida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-109612501464482912?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/109612501464482912/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=109612501464482912' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109612501464482912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109612501464482912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/09/os-filhos-de-kurt-pgina-16.html' title='Os filhos de Kurt - página 16'/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-109587552982284222</id><published>2004-09-22T10:50:00.000-07:00</published><updated>2004-09-24T07:59:09.026-07:00</updated><title type='text'>Os filhos de Kurt - página 15</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, aparece um homem que, certamente, andava pela zona, a passear o seu cão. O homem surpreende os três com uma inesperada pergunta ao assustado consumidor de haxe: “Então, já deixou as crianças em casa? Os miúdos estavam muito divertidos a brincar!”. Estupefacto, Celso, após alguma hesitação, questiona-o se ele estava a falar das crianças vestidas de preto, que vagueavam pela praceta. “Sim. Não estava a tomar conta delas? Que estranho! Passei ao lado da praceta, enquanto passeava o meu cão, e ia jurar que você andava a controlar as brincadeiras dos quatro miúdos. “, afirma o homem, que, indirectamente, demonstra aos irmãos Azumbsen, a veracidade das palavras de Celso. Este inquire o homem sobre o número de crianças que estavam na praceta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quatro miúdos? Sim. Lembro-me bem. Dois ao pé do baloiço, outro num banco em frente ao seu, e um quarto rapazito detrás do sitio onde você se sentava. Lembro-me bem. Eu estava do outro lado da rua, mas vi bem. Mesmo à noite, eu vejo bem as coisas. Não é à toa que, em África, eu era um dos melhores snipers da companhia. Não é para me gabar, claro!”, diz o homem. A sua descrição faz desmaiar Celso. Enquanto tenta reanimá-lo, o homem transmite-lhes outra informação, que eles retêm com atenção. “Há bocadinho, um desses miúdos cruzou-se comigo. Não sei que raio ele tinha, mas cheirava muito mal. Cheirava a lixo. De relance, pareceu-me vê-lo com o cabelo basto, desgrenhado, como se já não fosse lavado há várias semanas. E também parecia ter as unhas bastante sujas. Se soubesse que esse miúdo, assim como os outros, andava sozinho na rua, tinha feito qualquer coisa!”, declara com seriedade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-109587552982284222?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/109587552982284222/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=109587552982284222' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109587552982284222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109587552982284222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/09/os-filhos-de-kurt-pgina-15.html' title='Os filhos de Kurt - página 15'/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-109560633466521169</id><published>2004-09-19T08:01:00.000-07:00</published><updated>2004-09-21T09:13:17.530-07:00</updated><title type='text'>Os filhos de Kurt - página 14</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apesar do aspecto algo autêntico da confissão, João só acreditou mais ou menos no que Celso disse, porque verificou que repetiu o padrão das crianças vestidas de negro, em condições pouco normais. Ricardo também se baseia nessa razão para achar aquele testemunho como digno de alguma credibilidade. Pensa, para si mesmo, que é capaz de valer a pena investigar aquele caso, embora sinta que tal investigação possa ser a derradeira, pois a sua fé na agência SIGILON está quase completamente esvaída. Os dois aceitam seguir Celso para que ele lhes mostre o palco das suas misteriosas visões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais novo dos Azumbsen leva consigo uma lupa e uma lanterna para eventuais averiguações no local. A juntar às qualidades extra-psiquicas, os dois irmãos possuem vários conhecimentos ao nível da criminologia, conhecimentos que desenvolveram como hobbies onde depositaram vincado interesse. Qualquer deles conhece de cor todas as aventuras do Sherlock Holmes e todas as histórias de Agatha Christie. Ou seja, para além de relevantes conhecimentos como criminologistas, possuem também uma forte bagagem no que respeita ao romance policial. Imbuídos desse espirito do detective metódico e observador, chegam, com Celso, à praceta onde tudo se passou. Os irmãos Azumbsen esgravatam a pente fino o local, mas nada encontram, sempre seguidos por um medroso Celso que olha para todos os recantos, temendo ver neles espectros ou almas fantasmagóricas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-109560633466521169?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/109560633466521169/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=109560633466521169' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109560633466521169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109560633466521169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/09/os-filhos-de-kurt-pgina-14.html' title='Os filhos de Kurt - página 14'/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-109526055132674405</id><published>2004-09-15T07:50:00.000-07:00</published><updated>2004-09-19T05:41:01.723-07:00</updated><title type='text'>Os filhos de Kurt - página 13</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“ Às dez e tal da noite, eu estava no banco de jardim duma praceta aqui próxima. Encontrava-me sozinho naquele sitio, não havia ninguém à volta, o banco em que me sentava ficava num cantinho da praceta, não havia crise. Podia fumar um charrito, à vontade. Foi o que aconteceu. Quando estava a acabar de fumá-lo, vejo que, ao longe, no baloiço da praceta, uns vinte metros à minha frente, alguém se tinha sentado. Concentrei o olhar e vi que era um puto todo vestido de preto que baloiçava e baloiçava. No princípio, não liguei nenhuma, mas depois comecei a pensar. Um miúdo tão pequeno, àquelas horas, sozinho, era uma cena muito estranha. Olhei para as janelas dos vários prédios à volta, para ver se algum familiar do puto o estaria a controlar. Não vi ninguém. Acabei o charro, levantei-me e pensei em ir falar com o miúdo, só para satisfazer a minha curiosidade. Dei os primeiros passos e reparei noutro puto, também vestido de preto, sentado num outro banco de jardim, não muito longe de mim. Comecei a sentir que a cena estava a ficar marada. Eu não vi nenhum dos miúdos a vir de lado algum para se sentar no baloiço ou no banco. E comecei a ficar acagaçado. Nesse momento, notei que um outro puto, vestido como os restantes, estava em frente ao baloiço, e parecia contemplar o miúdo do baloiço a brincar. A cena ficou totalmente chinada! Deu-me um vipe, julguei que os três putos eram fantasmas, tive um ataque de pânico, e fugi deles e da praceta. Corri como o caraças e vim aqui ter para vos contar o que me aconteceu. Como vocês dizem que são detectives paranormais ou coisa parecida, vim cá para vos contar isto!”, conclui Celso, gaguejando um pouco. João dá-lhe mais um copo de água, que ele bebe, desenfreadamente, sorvendo-o a tremer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-109526055132674405?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/109526055132674405/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=109526055132674405' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109526055132674405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109526055132674405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/09/os-filhos-de-kurt-pgina-13.html' title='Os filhos de Kurt - página 13'/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-109511747339420031</id><published>2004-09-13T15:41:00.000-07:00</published><updated>2004-09-15T05:18:00.786-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os filhos de Kurt - página 12&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto martela, com extrema desmotivação, as teclas do piano, ouve alguém a tocar à campainha e a bater à porta com alguma pressa. João comenta o sucedido: “ São onze da noite. Quem é que vem para aqui tocar à campainha a estas horas? Vou lá ver!”. “Vai...vai...E vai pensando em abandonar esta cena da agência...” diz Ricardo para si mesmo, enquanto pensa, com seriedade, em desistir daquele projecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João abre a porta e vê um conhecido seu, dos tempos do Liceu, com os olhos esbugalhados de pavor. O rapaz chama-se Celso, usa uma farta cabeleira e entra no hall, cheio de tremuras. João reconhece o cheiro a haxe a emanar dele e pergunta-lhe se o rapaz esteve na passa. Celso responde-lhe que sim e que apanhou, há poucos instantes, o maior susto da sua vida. João tenta acalmá-lo. Dá-lhe um copo de água e diz-lhe para se sentar no sofá do escritório do primeiro andar, divisão projectada pelos irmãos para receberem os clientes da agência, mas que, para grande frustração deles, ainda não tinha sido usada. João chama o irmão, enquanto repara, com um certo ar jocoso, na pose desarranjada, amedrontada, alucinada, do seu conhecido do Secundário. Ricardo vai ter com os dois, mantendo o mesmo semblante desmoralizado de quem está prestes a desistir dum sonho que vê quase impossível de realizar. Apesar de ter achado interessante a ideia da Agência de Detectives, guardou sempre reservas quanto ao sucesso desta, ao contrário do irmão, muito mais sonhador do que ele. Por dentro, sente que aquela empresa, na qual pôs alguma crença, irá soçobrar, confirmando as suas receosas expectativas. Chegado ao escritório, prepara-se para ouvir, com João, o relato de Celso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-109511747339420031?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/109511747339420031/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=109511747339420031' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109511747339420031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109511747339420031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/09/os-filhos-de-kurt-pgina-12-enquanto.html' title=''/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-109503016737269196</id><published>2004-09-12T15:53:00.000-07:00</published><updated>2004-09-13T05:55:12.706-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os filhos de Kurt - página 11&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O irmão mais novo chama-lhe a atenção de que não será fácil investir em qualquer outro negócio: “O que podem fazer juntos um Sociólogo e um Historiador? Investigação? Isso é fixe, mas não dá dinheiro! Temos que aproveitar os nossos dons!”. “Os nossos dons? Fazer umas telepatiazitas? Mover objectos? Ter visões? Já tentámos, através do poder mental, localizar fenómenos estranhos para os tentarmos resolver e para ganharmos protagonismo, e, no fundo, o que é que aconteceu? Não descobrimos nada! Nada! Andamos com os poderes mentais bloqueados! Eu tenho a impressão que esgotámos as nossas capacidades com a cena do totoloto! Acho que isto tudo é uma MERDA!”, vocifera Ricardo, meio alterado, com a frustração acumulada a saltar-lhe dos poros da pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João, fleumático, procura acalmá-lo: “Não te excites tanto. Continuas a ter poderes extrasensoriais. Não reparas como os móveis aqui da sala estão a abanar? Quando te irritas, a energia que está dentro de ti mete-se na matéria das coisas. Isso é um dom. Tens que aproveitar esse dom. Desesperar não serve para nada!” Ricardo não fica muito mais tranquilo com o que o irmão disse. E rebate-o: “Achas que estes poderes servem para alguma coisa? Servem para impressionar um bocadinho. E depois? Eu sei que isso para ti é uma sensação do caraças! Tu sempre tiveste a mania de irrigar sangue para as pupilas, para ficares com os olhos vermelhos, de modo a assustares as miúdas! Mas, que eu saiba, encher os olhos de sangue não paga as contas da luz nem da água, não alivia as despesas, não constitui um ordenado!”. João, permanecendo sereno, considera que a sua maior dúvida existencial do momento é de mudar o nome da Agência Sigilon para Agência Siggilon. Ricardo pensa que não vale a pena discutir com ele seja o que for, e senta-se em frente ao piano, desencantado com a atitude desprendida do irmão.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-109503016737269196?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/109503016737269196/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=109503016737269196' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109503016737269196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109503016737269196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/09/os-filhos-de-kurt-pgina-11-o-irmo-mais.html' title=''/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-109494147887327297</id><published>2004-09-11T15:22:00.000-07:00</published><updated>2004-09-12T15:30:17.536-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os filhos de Kurt - página 10&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dias passam. Ricardo Azumbsen sente-se um bocado frustrado. A ausência de casos e de clientes faz-lhe recordar o estado de ânsia e desencanto em que vivia, quando não tinha um emprego para se aplicar, uma profissão onde investir. Observa, novamente, o tempo a passar, a escoar-se sem qualquer perspectiva real de vida ou de carreira para o futuro. João Azumbsen, apesar de não gostar do fracasso inicial que a agência de detectives está a ser, entretém-se a estudar para as cadeiras que lhe faltam fazer, no penúltimo ano da faculdade. Ricardo acha que o seu irmão anda muito despreocupado com o facto do projecto em que investiram se mostrar improfícuo. Por vezes não se contém e recrimina João por este aparentar um certo desleixo em relação à situação em que vivem. Durante duas semanas, nada de especial acontece, os dois permanecem na vivenda, à espera de serem contactados para prestarem os seus serviços. Uma espera desesperante para Ricardo, enfadonha para João. Duas semanas onde as tensões entre ambos irrompem em discussões inconsequentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim desses quinze dias, enquanto vegetam na sala de estar do andar de cima da vivenda, Ricardo, enervado, explode:“ Não sei de quem foi a ideia de termos feito este estúpido investimento! Isto não está a dar nada! Isto é uma merda! Mais vale mudarmos de negócio!”. João, ao raciocínio esbaforido do irmão, contrapõe com uma sugestão: “Tens de ter calma! Já calculávamos que isto não ia ser fácil! Temos de procurar um mistério marado e sermos nós próprios a resolve-lo!”. “Pois! O problema é que neste País, em Portugal, nunca acontece nada, a não ser esporadicamente! Estou a pensar em desistir disto! A sério! Fazemos outra coisa qualquer!”, afirma Ricardo com uma veemência que incomoda João.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-109494147887327297?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/109494147887327297/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=109494147887327297' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109494147887327297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109494147887327297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/09/os-filhos-de-kurt-pgina-10-os-dias.html' title=''/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-109465091737660551</id><published>2004-09-08T06:40:00.000-07:00</published><updated>2004-09-19T13:00:03.853-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os filhos de Kurt - página 9&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias passam. Os manos Azumbsen empenham-se na divulgação da empresa, mas a propaganda que fazem obtém resultados quase nulos. Outras pessoas de idade, de perfil semelhante ao da senhora que dissera ter visto um rapazinho vestido de negro a gatinhar pelas sebes, encarregam-nos de procurar os seus bichanos de estimação, que entretanto se escapuliram do lar. Tanto João como Ricardo vêem nestas tarefas um trabalho a tresandar de banal e de humilhante para quem tinha sonhos de desvendar enigmas ocultos ou mistérios terríveis. Mas não recusam o pedido das várias senhoras que aparecem na vivenda, queixando-se da perda de animais queridos. Os dois irmãos conseguem reaver dois gatos perdidos às suas donas, ganhando alguns cobres com isso. “ As mulheres até foram simpáticas! Deram-nos uns contitos...Mas eu só aceitei o dinheiro porque elas, praticamente, nos obrigaram a aceitá-lo! Sinto-me mal por ter aceite estas notas...”, afirma João, um bocado desalentado com o início frouxo do negócio a que se propuseram. “Essas notas vão ser úteis para eu comprar betadine para pôr na cara! Um desses gatos quase me esventrou a tromba!”, resmunga Ricardo, enquanto sente na face as marcas ainda quentes das garras dum dos bichanos que se recusava a ser resgatado para as mãos da sua dona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias passam. Ninguém os chama para o quer que seja. Discutem a possibilidade de pagarem para terem um anúncio na televisão. A discussão não leva a lado nenhum. Ricardo acha que tal forma de propaganda não resulta e considera que a publicidade no pequeno ecrã poderia torná-los mais em objecto de escárnio do que em alvo da procura de abastados clientes. João acredita que a publicidade televisiva resulta, mas acaba por desistir da ideia, pois não consegue imaginar um anúncio que faça a diferença e que venda o produto que pretendem impingir às audiências.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-109465091737660551?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/109465091737660551/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=109465091737660551' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109465091737660551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109465091737660551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/09/os-filhos-de-kurt-pgina-9-2-os-dias.html' title=''/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-109450354530116923</id><published>2004-09-06T13:42:00.000-07:00</published><updated>2004-09-07T08:27:07.166-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os filhos de Kurt - página 8&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ricardo tem, então, uma ideia. Procura, num dos sacos que trouxe para a vivenda, uma cassete-video do grupo rock U2. Encontra-a e coloca-a no leitor de vídeo, instalado pouco antes. Mostra à senhora o clipe “PRIDE”, onde, por momentos, surgem uns miúdos a dançar ao som da banda, numa espécie de anfiteatro composto para a actuação do grupo. Ricardo pára a imagem no instante em que os miúdos surgem e pergunta à a senhora se o rapazinho que vira tem um aspecto semelhante ao daqueles. “Sim. De facto, o petiz que eu vi é muito parecido com esses!”, corrobora ela. “Eu tinha essa ideia. Quando me falou dum rapazinho vestido de preto, lembrei-me logo do vídeo dos U2. Podemos usar esta imagem para procurar a criança. Que acha?”, pergunta Ricardo à senhora que, rapidamente, se apresta a dizer que eles devem fazer o que bem entenderem, pois, afinal, são detectives, e uma das funções dum detective é de descobrir a razão pela qual criancinhas pequeninas e sozinhas vagueiam pela terra sem um adulto pela mão para lhes conter as asneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora despede-se e sai de casa deles. João e Ricardo ficam a olhar um para o outro, pensando naquilo que tanto a senhora como os homens das mudanças observaram. “Eu julgava que a mulher nos ia propor que descobríssemos a criança. Afinal, para que veio ela aqui? Só para nos dizer que viu um puto a enroscar-se numas sebes? Que caso tão interessante para resolver!”, confidencia Ricardo, enfadado, com anuência do irmão. Este confessa não ser um caso daqueles, dum miúdo a fazer traquinices longe dos pais, o que os vai levar à fama e à glória como investigadores e detectives. “Vamos mas é arrumar a casa.”, declara João, vendo mais alguns móveis fora do lugar onde deveriam estar, o que o enfastia um pouco.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-109450354530116923?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/109450354530116923/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=109450354530116923' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109450354530116923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109450354530116923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/09/os-filhos-de-kurt-pgina-8-ricardo-tem.html' title=''/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-109450310915555594</id><published>2004-09-06T13:33:00.000-07:00</published><updated>2004-09-06T13:38:29.156-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os filhos de Kurt - página 7&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Azumbsen começa a golpear as teclas, num estilo trapalhão, misturando algumas notas bem dadas com outras completamente fora do tom. Mais tarde, Ricardo junta-se a ele, no produzir de barulho melódico. Durante longos minutos, inspirados, sem dúvida, pelo que tomaram ao almoço, os dois tocam, frenéticos, arrancando do piano um som atabalhoado, ruidoso e mortífero para ouvidos sensíveis. A certa altura, apercebem-se que alguém bate à porta e toca á campainha num ritmo incessante. “Estão a tocar à porta! Vou atender!”, diz Ricardo, levantando-se do banco que partilhava com João. Este cessa de martelar as teclas e pensa, com algum contentamento, na possibilidade da pessoa que bate à porta ser um potencial cliente da agência. Nos dias anteriores, os irmãos já se tinham empenhado a distribuir panfletos de propaganda, por diversos estabelecimentos de Oeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo abre a porta de casa e verifica que era uma senhora idosa quem tocava à campainha. Esta informa-os que vira um petiz aloirado, vestido de preto, em frente ao prédio onde mora, próximo da vivenda, a gatinhar por umas sebes adentro. “Estava a sair de casa, quando vi uma criança a meter-se por entre os ramos, por entre as folhas, da sebe que existe mesmo em frente ao sitio onde moro. Chamei-lhe a atenção, mas o miúdo não ligou nenhuma. Continuou a enroscar-se para dentro da sebe e desapareceu.”, reporta a senhora, preocupada com o que viu. “ O que é estranho é que não vi nenhum adulto no local. A criança devia estar sozinha a fazer disparates! Como ouvi dizer que vocês vão formar uma agência de detectives, bem que podiam investigar isto!”, diz a senhora, deixando algo perplexos os dois irmãos, que, pela segunda vez naquele dia, ouvem falar dum petiz vestido de preto, a rondar a zona.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-109450310915555594?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/109450310915555594/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=109450310915555594' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109450310915555594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/109450310915555594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/09/os-filhos-de-kurt-pgina-7-joo-azumbsen.html' title=''/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-108802550751850459</id><published>2004-06-23T14:16:00.000-07:00</published><updated>2004-06-23T14:18:27.516-07:00</updated><title type='text'>Os filhos de Kurt - página 6</title><content type='html'>Passada esta singular narrativa, os homens das mudanças terminam o trabalho na vivenda dos irmãos Azumbsen. Estes falam do episódio da criança a correr como um exemplo de alucinação colectiva provocada, quase de certeza, por uns copos a mais. “Nós bebemos um bocadito ao almoço, mas ainda não vemos miúdos vestidos de negro aos saltos pelas ruas!”, ironiza João. “Eu acho que deve ter passado por aqui algum puto em grande velocidade, por alguma razão lógica, e os homens, meio tocados, fizeram um grande filme.”, considera Ricardo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia-hora mais tarde, os homens das mudanças terminam o serviço, após terem colocado a restante mobília na casa, arrumando-a como fora indicado pelos irmãos Azumbsen. Estes, depois de pagarem aos homens, verificam, com algum desagrado, que a arrumação efectuada não fora a prevista.” Os gajos deviam estar mesmo tortos! Puseram estes armários no sitio errado! Encostaram o piano da sala de cima no lado inverso onde estava! Baralharam os tapetes todos! Porra! Cambada de bêbados!”, vocifera João, com a voz também ela perturbada pelo álcool ingerido à refeição. “Acalma-te, mano. Não é preciso exagerar! Há umas coisas que ficaram mal arrumadas, mas não é o fim do mundo! Um piano? Não sabia que a casa tinha um piano!”, afirma Ricardo, tocando, ao de leve, nas teclas desgastadas pelo tempo, e constatando que aquele pesado instrumento musical deve ser bastante antigo. “Não tinhas visto o piano? Ah! Pois! O piano tem estado tapado por aquele pano que está ali no chão! No chão! Aqueles gajos das mudanças deixaram o pano no chão, todo desarranjado, todo enrugado! Nem se deram ao trabalho de o dobrar! Porra!”, diz João, antes de se sentar num banco comprido, em frente ao piano, para experimentar o som daquela relíquia deixada pelos anteriores moradores da casa.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-108802550751850459?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/108802550751850459/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=108802550751850459' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/108802550751850459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/108802550751850459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/06/os-filhos-de-kurt-pgina-6.html' title='Os filhos de Kurt - página 6'/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-108733751710987285</id><published>2004-06-15T15:10:00.000-07:00</published><updated>2004-06-15T15:11:57.110-07:00</updated><title type='text'>Os filhos de Kurt - página 5</title><content type='html'>Imersos na tertúlia sobre a futura empresa, esquecem-se das horas e constatam que os homens das mudanças já devem estar na vivenda com o propósito de entregarem a restante mobília. Pagam a conta e deslocam-se, céleres, para a casa que compraram, sentindo os estômagos resmungando, incomodados pela pressa que move os irmãos. Ao chegarem à vivenda, encontram os empregados das mudanças em conversa entretida, absorvidos na discussão de algum assunto intrigante. Ao ver os manos Azumbsen, o encarregado principal das mudanças pergunta-lhes se eles têm algum irmãozinho pequeno ou algum sobrinho caçula. Surpresos, os dois dizem que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estávamos a estacionar o camião, aqui ao pé da vossa casa, e vimos uma criança pequenita, branca, de quatro, cinco anos, toda vestida de negro, a passar o portão da vivenda e a correr para os prédios que estão detrás da casa.”, relata o encarregado. “Mas a criança saiu da vivenda?”, questiona Ricardo, enquanto João olha para as árvores que rodeiam a casa, através das quais se pode ver, com nitidez, a urbe adjacente. “Pensamos que sim. O portão estava aberto e tenho quase a certeza que ele saiu de lá. Não fomos atrás do miúdo, porque ele correu em direcção aos prédios. Se fosse para a estrada, tínhamos ido atrás dele, para ver se não era atropelado.”, diz o encarregado, completando o relato. “Mesmo se perseguíssemos a criança, duvido que o apanhássemos. O puto corria como o caraças!”, assegura outro dos homens das mudanças.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-108733751710987285?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/108733751710987285/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=108733751710987285' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/108733751710987285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/108733751710987285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/06/os-filhos-de-kurt-pgina-5.html' title='Os filhos de Kurt - página 5'/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-108716029016825952</id><published>2004-06-13T13:56:00.000-07:00</published><updated>2004-06-13T13:58:10.166-07:00</updated><title type='text'>Os filhos de Kurt - página 4</title><content type='html'>Ao almoço, entre pratos do dia e cervejas a escorrer na garganta, os dois discutem a denominação da futura empresa. Fazem um brainstorming, enquanto comem e bebem, à volta do rótulo com que irão etiquetar a sua agência de detectives. Discorrem entre nomes banais, nomes apelativos mas pouco adequados à missão da agência, e nomes estranhos que saltam do inconsciente. “Porque não chamamos a agência de Irmãos Azumbsen? Afinal, é o nosso apelido!”, interroga Ricardo perante o olhar critico do irmão. “Acho que não. Acho que não por uma razão, o nosso apelido não vende! Azumbsen. Lembras-te dos tempos do Liceu? Quando nos perguntavam se Azumbsen queria dizer aselha em norueguês? As pessoas quando lêem o nosso apelido, pensam logo em aselha, ou em azeite. Não soa bem para uma agência de detectives! Aliás, sendo realista, tenho que te dizer que considero o nosso apelido um bocado infeliz... Se fosse Amudsen como o explorador nórdico...”, disserta João, provocando algum desgosto em Ricardo, que se orgulha bastante do apelido que tem. O mano mais velho diz que gosta do seu epíteto familiar e realça o seu orgulho nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do almoço, após mais alguns digestivos cuidadosamente saboreados, encontram um nome provisório que ambos apreciam. SIGILON. A sigla, derivada da palavra sigilo, parece-lhes adequada ao investimento que vão levar adiante. Até descobrirem uma denominação melhor, será a escolhida para ser afixada na porta da vivenda, em moldura chamativa, e para ser impressa nos cartões de apresentação que irão distribuir por Oeiras e arredores.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-108716029016825952?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/108716029016825952/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=108716029016825952' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/108716029016825952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/108716029016825952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/06/os-filhos-de-kurt-pgina-4.html' title='Os filhos de Kurt - página 4'/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-108690544170316289</id><published>2004-06-10T15:08:00.000-07:00</published><updated>2004-06-10T15:10:41.703-07:00</updated><title type='text'>Os filhos de Kurt - página 3</title><content type='html'>O dinheiro dá-lhes muito jeito para o futuro. Ricardo é Sociólogo e está no desemprego há vários anos. João vai no penúltimo ano duma Licenciatura em História e as suas perspectivas no mercado de trabalho eram poucas. Agora, com a fortuna arrecadada, podem dar-se ao luxo de viverem despreocupados e de investirem num negócio tão instável como uma agência de detectives, onde consideram ser possível aplicar com êxito os poderes extrasensoriais que detêm. Querem arriscar num investimento do género, para tentarem obter lucros de modo a afastarem para sempre uma vida incerta, entre a ameaça do desemprego e o trabalho precário como professores colocados aleatoriamente de escola em escola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens das mudanças chegam. Depois de povoadas as diversas divisões da vivenda, com móveis e adornos, o encarregado principal da tarefa informa-os que à tarde trará a mobília restante, logo a seguir ao almoço. Os dois irmãos decidem, então, dar uma vista de olhos pela casa renovada por ornamentos novos por ela espalhados “ A casa parece outra! Só não gosto do barulho dos degraus da escada, quando os subimos. É um ranger sinistro!”, afirma Ricardo, enquanto vagueia pelas divisões do andar de cima. “ De qualquer modo, digo-te já que não pressinto nada de especial na casa. Todos os recantos parecem despidos de energias espectrais.”, conclui João, depois duma aturada análise a todos os compartimentos da vivenda. “Ainda bem!”, declara Ricardo, aliviado por não ter de partilhar o lugar com espíritos ou entidades transcendentes. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-108690544170316289?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/108690544170316289/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=108690544170316289' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/108690544170316289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/108690544170316289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/06/os-filhos-de-kurt-pgina-3.html' title='Os filhos de Kurt - página 3'/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-108681386206072414</id><published>2004-06-09T13:43:00.000-07:00</published><updated>2004-06-09T13:44:22.060-07:00</updated><title type='text'>Os filhos de Kurt - página 2</title><content type='html'>Os dois vagueiam pelo hall, ocupado somente por uma mesa negra, pequena, e por algumas cadeiras. Um tapete empoeirado, gasto, de textura quase imperceptível, preenche quase toda a largura do soalho. O hall é iluminado pela luz solar, mas esta não lhe retira um certo timbre misterioso. “Há casas piores!”, exclama João, antes de escancarar a boca para dar um enorme bocejo. Por reflexo, Ricardo boceja também. Os dois levantaram-se cedo para virem receber os homens das mudanças, que lhes vão colocar alguma mobília na vivenda, de modo a esta parecer menos abandonada e menos assustadora. “Achas mesmo uma boa ideia, montarmos aqui a nossa agência?”, questiona Ricardo. “Acho! É uma zona central, a auto-estrada está muito perto, a casa, com um arranjos, vai ficar porreira. Depois, só temos é que ganhar fama como detectives e como investigadores de fenómenos paranormais.”, raciocina João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiram avançar para aquela forma de sociedade, quando confirmaram, com algum espanto, as suas capacidades extrasensoriais. Sozinhos na casa dos pais, uma noite, sentaram-se na mesa da sala de jantar, e, dando as mãos, concentraram-se para que o esforço mental conjunto os levasse a uma visualização do bilhete de totoloto que iria ser premiado no fim de semana seguinte. Utilizaram esse processo e quase conseguiram obter a imagem ambicionada. Repetiram o mesmo método durante as semanas seguintes. Cada vez que tentavam aceder, de novo, pela psique, ao bilhete premiado, a imagem surgia mais nítida, a camada turva, que embaciava os números da sorte, aparecia menos espessa. Por fim, alcançaram os intentos propostos e descortinaram a chave do bilhete premiado. Para jubilo de ambos, verificaram que o esforço mental não fora em vão. Ganharam cem mil contos duma assentada.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-108681386206072414?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/108681386206072414/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=108681386206072414' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/108681386206072414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/108681386206072414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/06/os-filhos-de-kurt-pgina-2.html' title='Os filhos de Kurt - página 2'/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7248720.post-108672937729936323</id><published>2004-06-08T14:12:00.000-07:00</published><updated>2004-06-08T15:10:47.130-07:00</updated><title type='text'>Os filhos de Kurt - página 1</title><content type='html'>&lt;P align="center"&gt;1&lt;/P&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo e João Azumbsen, carregados de malas e sacos, contemplam a vivenda de dois andares, onde vão morar e que vai servir de espaço para instalarem uma agência de detectives. A casa é velha, não é habitada há vários meses, e os seus antigos donos, antes de a venderem aos dois irmãos, avisaram-nos que, de vez em quando, assistiam a fenómenos estranhos dentro dela. Apesar destes avisos, os manos Azumbsen aceitaram comprar a vivenda, por vinte mil contos, uma pechincha, considerando que a casa está bem situada na zona de Oeiras, tendo apenas o pormenor meio sinistro de estar próxima do cemitério local. Os dois irmãos não se importaram com o facto da vivenda poder estar assombrada. Ambos possuem certos poderes extrasensoriais, e desde cedo se familiarizaram com ocorrências enigmáticas, transcendentes, mágicas ou assustadoras. “E se isto for mesmo habitado por fantasmas?”, pergunta Ricardo, enquanto contempla com algum temor as janelas enevoadas e escuras da casa. “Bah! Isso só é perigoso, se os espíritos que habitarem a vivenda forem agressivos. Podem ser simples almas perdidas que usam o espaço. Pelo que os vizinhos disseram, não deve haver grande problema. Se existirem fantasmas aqui, eles não devem passar de manifestações de energia fortuitas e discretas.”, responde João, com uma tranquilidade que acalma Ricardo. Este continua a olhar para as janelas escuras e enevoadas, confessando ao irmão que gostaria de ter o mesmo sangue-frio dele, no que respeita a encarar espectros fantasmagóricos. “É uma questão de hábito. E tu é que devias mostrar uma atitude mais serena perante estes fenómenos. Afinal, és mais velho do que eu, já experimentaste mais cenas maradas, devias estar perfeitamente habituado a estas coisas.”, observa João. “ Acho que nunca estarei habituado a estas coisas!”, diz Ricardo, enquanto entra pela casa, em passo receoso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7248720-108672937729936323?l=siggilon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siggilon.blogspot.com/feeds/108672937729936323/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7248720&amp;postID=108672937729936323' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/108672937729936323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7248720/posts/default/108672937729936323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siggilon.blogspot.com/2004/06/os-filhos-de-kurt-pgina-1.html' title='Os filhos de Kurt - página 1'/><author><name>Jojo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10610194991524497483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
